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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Planear a gravidez - Quarto Passo Part 2

Olá, a todos(as), como foi o vosso fim de semana??

Cá estamos novamente, sempre com alegria e boa disposição :)

A decisão foi tomada.. Quero ter um bebé.. e agora??

Como realçamos no post anterior os benefícios do acompanhamento médico, nesta nova etapa da sua vida é bastante importante, de forma a minimizar riscos que possam advir da sua gravidez..

E vocês perguntam e bem.. Mas que tipo de acompanhamento vou receber?

Desde a sua primeira menas (1ª menstruação) a mulher torna-se susceptível a gravidez, ou seja, entra numa era fértil (falaremos mais pormenorizadamente no próximo post). Aquando a primeiro relação sexual é recomendado a vigilância médica pelo planeamento familiar, que poderá obter na sua USF ou com o seu genecologista.


Em que medida é que o planeamento familiar está relacionado com a gravidez??



Tudo!!! Ao longo das consultas de planeamento familiar vamos tendo o primórdio de informação acerca da gravidez, e do aparelho reprodutor da mulher, o que contribui para uma maior sucesso no diagnóstico precoce de algumas patologias.
Ir a uma consulta de planeamento familiar não é só a banalidade de tomar contraceptivos para impedir a gravidez, esta consultas tem como principais objectivo os seguintes:

- Promover a vivência da sexualidade de forma saudável e segura
- Regular a fecundidade segundo o desejo do casal;
- Preparar para a maternidade e paternidade;
- reduzir a mortalidade e morbilidade, perinatal e infantil;
- reduzir a incidências de doenças sexualmente transmissíveis e as suas consequências;
- Diagnóstico precoce de infertilidade feminina.


E como é que o médico faz para ter informação acerca da reprodução feminina?



Para as mulheres estas consultas vão assentar em rastreios, nomeadamente duas com máxima relevância:

  • Rastreio do Cancro do Colo do Útero: Este rastreio é feito através da citologia cérvico-vaginal, vulgarmente conhecido como Papanicolau. O objectivo especifico deste rastreio reconhecer previamente lesões pré-cancerosas no colo do útero, em que este desempenha um papel activo durante toda a gravidez. Algumas lesões passam bem despercebidas, devido a sua assintomatologia (ausência de sintomas). A detecção e tratamento precoce destas lesões aumentam a probabilidade de fertilidade.

Rastreio do Cancro da Mama: Como sabemos de senso comum, a mama tem um papel fundamental pós parto, pois é através dela que se irá desenvolver a alimentação do bebé. Este rastreio é feito através de uma mamografia e é um exame insubstituível na prevenção de cancro da mama. Deve ser realizado a partir dos 35 anos, e em casos de histórico familiar direto o mais cedo possível.
Uma vez seguidas pelo planeamento familiar, o médico já consegue ter acesso a um ligeiro histórico da futura mama, sendo que a verificação do seu estado de saúde não fica por aqui.


Mas afinal que exames tenho que fazer?


Verificação do estado geral: Aqui serão identificados potenciais factores de risco e condicionantes para a gravidez, tais como: peso, hipertensão arterial, doenças especificas e seu tratamento, diabetes, problemas cardíacos, asma, doenças auto-imunes (lúpus, artrite reumatoide miastenia graves, síndrome de sjogren entre outras) endometriose, síndrome de ovário policístico. Caso a mulher sofra de alguma patologia terá que ser seguida conjuntamente com o médico da especialidade.

Realização de exames complementares de diagnóstico:


Citologia cervico-vaginal;


Ecografia: É aconselhável a realização da ecografia pélvica supra púbica e endovaginal, de forma a ter precisão do estado do sistema reprodutivo (ovários e útero), avaliar alterações dos mesmos e diagnosticar a existência de anomalias congênitas;




Histerossalpingografia - Nem todos os médicos prescrevem de imediato este exame, alguns só mesmo em suspeita de infertilidade, mas com este podemos observar nitidamente o estado do útero e das trompas de Falópio, verificando a usa permeabilidade na expulsão do ovulo;





Identificação do grupo sanguíneo - Realizado através de uma análise sanguínea é sempre importante verificar o grupo sanguíneo da mãe (O, A, B, AB) bem como se o sistema é Rhesus positivo ou negativo (RH+ ou RH-). Este dado permite apurar a histocompatibilidade entre os grupos sanguíneos do casal e do do feto, isto é um meio também de prevenção em situações de não compatibilidade;




Exame citogenético ou Cariótipo - Este exame tem como objectivo detetar anomalias cromossômicas numéricas e/ou morfológicas em crianças e adultos através da análise morfológica dos cromossomas. O seu segundo objectivo passa por acalmar os futuros papas para eventuais condicionantes genéticos. A maior parte dos médicos aconselham a realização da análise no 1º trimestre, o que a meu ver é errôneo deve-se efetuar antes!!




Análises a urina - Permite a detecção de uma possível infecção urinária, e verificação da função renal. As infecções do trato urinário podem estar associadas a problemas como o aborto. A mulher que tem recorrentemente infecções deve mencionar ao médico, e solicitar uma investigação da origem;




Exames sanguíneos - São solicitados ao homem e a mulher essencialmente para descartar algum problema de saúde, mas sobretudo para verificar a compatibilidade entre os dois, por exemplo as hemoglobinopatias, que são doenças do sangue que condicional anemias graves como a talassemia, e são hereditárias, assim como o o estudo hematológico permite também determinar a quantidade de glóbulos vermelhos e reserva de ferro, fundamentais ao desenvolvimento do feto.
Neste exames fazem-se análises mais especificas que servem para avaliar a imunização da mãe para: Toxoplasmose, Rubéola, Citomegalovírus, ou possíveis infecções que surjam. realiza-se também pesquisa do vírus da Hepatite B, Sífilis e do vírus da SIDA (HIV).
Segue a listagem de análises que por norma se realizam:



Hematologia
Torch
Virologia
Hemograma e Plaquetas
Ac. Anti-T.gondii (IgG/IgM)
Ac.HIV 1+2
Velocidade Sedimentação
Ac. Anti-Rubeóla (IgG/IgM)
Ag. Hbs
Ferro Sérico
Ac. Anti- CMV (IgG/IgM)
Ac. Anti-Hbs
Ácido fólico

Ac. Anti-Hbc total
Grupo sanguíneo

Ac. Anti-VHC

AutoImunidade
Serologia
Microbiologia
Ac. Anti-Tiroideus (ATA e ATG)
V.D.R.L. – R.P.R
Ex.Micro.Exs.Vaginal


Pesquisa Chlamydea (vaginal)


Pesquisa Mycoplasma (Vaginal)

Doseamentos Hormonais
Bioquímica
T3 Livre
Glicemia
T4 Livre
Ureia
TSH
Creatinina

Ácido Úrico

Triglicéridos

Colesterol Total

Colesterol HDL

TGO (AST)

TGP (ALT)

Fosfatase Alcalina

Gama-GT

Proteínas Totais

Albuminia

Urina Tipo II

Sedimento Urinário


Existem médicos que recomendam logo a toma de suplementos como ferro e ácido fólico, antes das análises clínicas, todavia a mesma deve-se iniciar após a realização dos exames de forma a permitir a contagem correta destes suplementos no nosso organismos, para que a prescrição médica vá ao encontro necessário ao organismo.

Partilhem a vossa experiência,

Até breve.. Beijinhos.. 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Planear a gravidez - Quarto Passo Part 1

Olá, Olá.. Como vão??

"Uma boa preparação da gravidez pode contribuir para o seu melhor resultado"

Sem dúvida, uma boa preparação quer em qualquer aspecto da nossa vida, contribuiu para o sucesso e resultado positivo, no tema que abordamos aqui, a preparação é fundamental.

Temos abordados aspetos importantes e que contribuem para a vivência desta experiência em pleno, sendo que o acompanhamento médico é importantíssimo!!

De modo a conseguir abordar tudo de uma maneira não exaustiva, vou dividir este tema em duas partes em que na primeira farei um pequeno resumo e na segunda explicarei alguns pontos mais detalhadamente.



Quando é que devo recorrer ao médico?


Na minha opinião, não deve ser só a mulher a recorrer ao médico de família ou ao obstetra, a gravidez é um plano a dois, portanto logo de inicio devem traçar o caminho juntos.

Recomenda-se a visita ao médico três meses antes da data em que deseja iniciar os "treinos". Esta consulta denomina-se por consulta pré- concepcional e de saúde materna, esta consulta consiste em:
  • Avaliação inicial do casal;
  • Aconselhamento geral;
  • Assegurar a vigilância pré-natal da gravidez normal;
  • Promover o diagnóstico pré-natal, com referência a unidades especializadas, segundo as normas em vigor;
  • Promover comportamentos (saudáveis) de adesão durante a gravidez;
  • Promover a adaptação do casal ao novo estádio de vida familiar e implementação das mudanças necessárias ao ciclo vital.

Então o que é que fazemos ao certo nessa consulta?


Trocando por miúdos esta consulta é muito soft em que a médica falará com o casal de forma a perceber os objetivos de cada uma e dá o aconselhamento médico necessário a esta fase, podendo passar por:





  • Deixar o anti-concepcional - Muitas mulheres recorrem a contraceptivos, que a função primordial é impedir a gravidez, quando se decide engravidar deve deixar estes sob acompanhamento médico;




  • Adoção de hábitos de vida saudáveis - redução de ingestão de bebidas alcoólicas, alimentação saudável, deixar de fumar, pratica de exercício físico;


  • Adequação de medicação - Para doentes com ingestão de medicação crônica, alguns são sujeitos a uma revisão e adpatação de medicação de forma a não ser um risco para a concepção;



  • Histórico Familiar e genética desfavorável - Aqui o médico realiza um levantamento de sobre a história clinica de ambos os progenitores para avaliar os potenciais riscos de gravidez e minimizar anomalias fetais e estudar situações de infertilidade na família.


  • Prescrição médica de exames - O médico é responsável por prescrever todos os exames necessários para verificar o estado geral de saúde da mulher e do homem (falaremos no próximo tópico);

  • Prescrição de medicação - Existem alguns profissionais de saúde que recomendam de imediato a toma de alguns suplementos vitamínicos, outros preferem aguardar pelo resultados dos exames (falaremos no próximo post);




  • Revisão de vacinação - Verificar toda a imunização que a mulher possui e em alguns casos realizar vacinação (tétano, rubéola, hepatite B).




Antes desta consulta aconselha-se ao casal antarem todas as questões que acham pertinentes ou que queiram ver esclarecidas com os profissionais de saúde quer seja o médico ou o enfermeiro.

É perfeitamente normal que o casal saia da consulta mais baralhado do que entrou, pois por vezes a informação fornecida é tanta que não existe uma assimilação e ponderação da mesma.

Não se sinta acanhado de questionar o profissional se não perceber.

Aqui demos uma pequena pincelada do que se passa na consulta, sendo que no próximo post, falaremos mais pormenorizadamente de todos os aspetos.

Até breve.. Beijinhos.. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Planear a gravidez - Terceiro Passo

Olá, Olá.. Como estão?? 

Hoje falaremos sobre a escolha do médico(a) que queremos para nós acompanhar ao longo desta jornada.

Para todos os que decidiram ser somente acompanhados pelo SNS, o acompanhamento da gravidez será maioritariamente realizado pelo seu médico(a) de família, que possui uma licenciatura em Medicina de Geral e Familiar, ou seja, é um profissional de saúde que se encontra na frente de linha e concentram prestação de cuidados primários. Conjuntamente será acompanhado pelo seu enfermeiro(a) de família, nomeadamente a nível de ensinamentos e esclarecimento de dúvidas.

Mas o meu/minha médico(a) de família acompanha-me até ao parto?


Não, chega a uma altura da gravidez, se tudo correr bem perto das 36/37 semanas, a futura mama é reencaminhada para a especialidade obstetrícia, do hospital da sua área de residência, afim de conhecer a equipa que poderá ou não (não se consegue garantir devido a rotação de equipa) acompanha-la no parto. Em situações de gravidez de risco, muitas mulheres são acompanhadas em simultâneo no hospital e USF.
Quase todos nós estamos inscritos numa Unidade de Saúde Familiar (USF), e temos um médico(a) de família atribuído, caso não possua médico de família, descoloque-se a USF perto de sua casa e realize e inscrição.

O facto de sermos acompanhados pelo(a) médico(a) de família, não significa que o acompanhamento pode ser deficiente e trazer problemas para a grávida, nada disso, é um acompanhamento médico igualitário, com a unica diferença de o médico não ser da especialidade. Deve estabelecer com o seu médico confiança suficiente de modo a não se sentir sozinha.

Algumas mulheres preferem ser acompanhadas logo desde o inicio do planeamento pelo médico da especialidade.


Mas qual é a especialidade? O Ginecologista ou Obstetra?

Aqui surge a necessidade de desmistificar e classificar dois ramos da medicina: Ginecologia e Obstetrícia. Sem dúvida ambas as especialidades complementam-se, mas possuem campos de atuação distintos:

  • Ginecologista - O termo ginecologia significa à "Ciência da Mulher". É o ramo da medicina que acompanha a mulher desde a infância até a menopausa, tendo por base a prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças do sistema reprodutor feminino (útero, ovários e vagina).

  • Obstetrícia - O termos Obstetrícia vem de "Obstetrix" ou "obstare" que significa estar ao lado. É o ramo da medicina que trata o estudo da reprodução da mulher, sendo o obstetra responsável pelo acompanhamento da mulher durante a gestação, parto e puerpério (pós-parto) nos seus aspectos fisiológicos e patológicos. Este profissional é especialista em cuidar do desenvolvimento do feto e dar assistência à mulher no período a gravidez, sendo o responsável também pelo pré-natal da gestante.
Maioritariamente os ginecologistas são obstetras e os obstetras são ginecologistas.
No caso em especifica da gravidez teremos que se acompanhadas por um 


Quais os aspectos mais importantes a ter em consideração na escolha do obstetra?

Quando a mulher opta pelo acompanhamento de um obstetra, são inúmeros os aspetos que deverá ter em consideração para a sua escolha, principalmente se a mesma optar por parto no hospital particular. A escolha deste profissional de saúde é uma das questões mais importantes da gravidez.

  • Pondere se quer ser seguida por um Homem ou uma Mulher;
  • Verifique se o(a) obstetra que optou se tem convenção com o seu seguro, de forma a minimizar os custos para si, em média uma consulta de acompanhamento com ecografia por um local convencionado fica por 27.50€ (15€ consulta + 12.50€ ecografia se aplicável), em regime particular as consultas variam entre os 40€ - 60€ e a ecografia 42.50€.
  • Recolha informações junto de familiares, amigas e testemunhos acerca do profissional de saúde que tem em vista, verifique o currículo do mesmo, hoje em dia através da internet conseguimos facilmente ter acesso.
  • Caso já seja acompanhada por um ginecologista, confirme com ele(a) se não exerce também a função de obstetra;
  • Escolha um  profissional que não tenha um horário fixo, ou seja, um médico (a) que trabalhe em diversos locais e não somente num, pois numa situação de emergência é sempre mais fácil o contacto;
  • Certifique-se que o (a) obstetra trabalha no hospital em que pretende ter o bebé, e em que regime trabalha. Pode até mesmo pedir opinião ao médico e conjuntamente estabelecerem um plano;
  • Antes de eleger aconselha-se a ir a uma consulta e verificar qual a receptividade do(a) médico(a) aos planos da futura mama e se criou empatia. Esta parte é deverás fundamental, o obstetra acompanha-nos durante imenso tempo e devemos criar com ele (a) a melhor ligação de confiança possível, de modo a conseguir expor todas as suas dúvidas;
  • Pergunte ao obstetra de disponibiliza o contacto de emergência dele e se faculta os locais onde trabalha de forma a articular-se num situação de emergência;
  • Questione o seu/sua obstetra quem o substituirá em caso de existir um motivo que não lhe permita o acompanhamento no parto e discuta com ele a possibilidade de conhecer o substituto;
  • Observe a disponibilidade, atenção e escuta que o(a) médico(a) lhe dedica na sua consulta
  • Confirme se o obstetra dispõe de equipamentos de monitorização do bebé e mãe (ecógrafo, monitor fetal etc).

Sentir-se à vontade com o(a) médico(a) é meio caminho andado para se sentir segura e acompanhada, cabe-nos não esconder nenhuma informação do obstetra e expôr de forma clara todos os nossos medos e dúvidas sem ter qualquer vergonha, para que este profissional possa ter sucesso no seu acompanhamento.
Caso não goste de alguma situação que a deixe desconfortável troque de médico(a), não fique só porque foi o médico que acompanhou a irmã a prima ou amiga, não somos todos iguais os parâmetros que para mim são plausíveis numa consulta podem não ser para a minha colega.. Pense bem antes de escolher definitivamente de modo a evitar andar a saltar de médico em médico, pois isto pode levar a erros o que não se pretende nesta fase.

Espero que tenham gostado.. Contem-me como foi a procura do vosso(a) obstetra.. Até breve beijinhos!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Planear a gravidez - Segundo Passo

Olá a todas (os ) , como estão aguentar este friozinho que se instalou, trazendo com ele muitas gripes e constipações?? Eu por aqui já tive a minha dose para o ano inteiro.. Uffa..

Dando continuidade ao planeamento da gravidez, passamos ao segundo passo inerente a todo o processo, ou seja, a escolha do sistema de saúde que pretendemos usar antes, durante e após da gravidez.

Aqui denoto a necessidade de explicar mais pormenorizadamente o tipo de sistema de saúde pela qual nos encontramos abrangidos,atualmente em Portugal, o nosso sistema de saúde é caracterizado por três sistemas coexistente:


  • Serviço Nacional de Saúde - É um sistema público, constituído pelo estado da qual confere o direito à protecção da saúde do individuo, sendo o mesmo Universal (abrange todos os cidadãos portugueses e todos residentes apátridas e estrangeiros), Geral (nele temos acesso a uma vasta gama de cuidados de saúde primários e diferenciados, incluindo a promoção da saúde, prevenção da doença, diagnóstico, tratamento e reabilitação médica e social) e tendencialmente Gratuito ( digo tendencialmente, pois implica o pagamento de taxas moderadoras para alguns cidadãos).
  • Subsistemas de Saúde  - Os subsistemas de saúde são esquemas especiais, ou seja, distintos do SNS responsáveis pela prestação de cuidados de saúde aos membros de determinadas profissões. Normalmente os membros e familiares tem acesso aos cuidados de saúde  em sistemas privados e públicos por convenções prévias. Este sistema carece de uma pagamento de taxa moderadora por parte do membro. Aqui destacam-se os principais de atuação em Portugal:

    • ADSE ( Funcionários públicos, sendo o maior subsistema atual em Portugal)
    • ADM ( Militares e Forças Armadas)
    • SAD/GNR ( Militares da Guarda Nacional Republicana)
    • SAD/ PSP ( Militares da Policia de Segurança Pública)
    • SSMJ ( Profissionais especiais do Ministério da Justiça, incluindo guardas prisionais, Policia judiciária etc)
    • SAMS ( Bancários)
    • PT-ACS ( Grupo Portugal Telecom)
    • SSCGD ( Funcionários da Caixa Geral de Depósitos)
  • Seguros de Saúde - Estes complementam tanto o SNS como os subsistemas. Tem carácter privado, realizados de livre. O acesso aos cuidados de saúde aqui pode-se dar através de um regime direto ( prestados por estabelecimentos convencionados, ou seja, parcerias) ou regime livre ( o beneficiário recorre a qualquer instituição,fazendo o pagamento integral sendo posteriormente reembolsado.
Realço que independentemente de um cidadão possuir um subsistema de saúde, ou um seguro de saúde, pode igualitariamente recorrer ao SNS.

Após esta explicação, passemos ao que interessa. Uma vez que só tenho acesso ao SNS, não pertenço a nenhum subsistema, e a na altura do planeamento não tinha nenhum seguro de saúde, tive que ponderar delicadamente onde queria ser acompanhada antes, durante e depois da gravidez.

Para tal, peguei um papel e numa caneta e comecei assentar os prós e contras, basicamente entre o Público e Privado, surgindo o dilema: QUAL ESCOLHER??



                   Sistema Nacional Público VS Subsistema de Saúde e/ou Seguro Saúde

     
Sistema Nacional Público
Subsistema de Saúde ou Seguro de Saúde
V: Completamente gratuito;
D: Custos associados;
V: Acesso a um elevado número de meios complementar de diagnóstico;
V: escolha do profissional de saúde que prefere;
V: Acesso a um elevado número de profissionais de saúde;
V: acompanhamento pelo médico de especialidade;
D:Consultas dentro do horário de trabalho;
V: Em todas as consultas pode realizar ecografia e verificar batimentos cardíacos do feto
D: Acompanhamento pelo médico de família (sem ser da especialidade) até à 37ª semana;
V: Flexibilidade nos horários de consulta;
D: Na altura do parto, partilhará o quarto com outras parturientes;
V: Quarto privado com possibilidade de um acompanhante durante a noite;
D: Horários de visita reduzido.
V: Horários de visita alargado.
               V = Vantagem                                                               D = Desvantagem

Ponderando bem todos os elementos descritos, escolhi ser acompanhada maioritariamente no privado, tendo como objectivo o parto num hospital privada, pela privacidade, acompanhamento contínuo, flexibilidade e escolher um profissional que me transmitisse segurança. Não obstante decidi também frequentar consultas no SNS (médico de família), para conjugar em termos monetários a preparação.

Posto isto, decidi ir em busca do seguro de saúde mais completo que encontra-se, e aqui surgiu muitas surpresas..

O que fiz??


1 - Procurei junto de hospitais privados com serviço de neonatologia, obter um orçamento para o parto (é a parte mais custosa), colocando três hipóteses: Parto normal, Parto por cesariana e no caso de serem gémeos, então após uma sondagem em hospitais privados (que possuíssem cuidados intensivos neonatais) verifiquei que um parto normal pode variar entre os 1500€ - 2000 € e que o parto por cesariana varia entra os 2.500€ - 3500€ (dependendo se é um bebé ou dois). Aqui constatei também que alguns hospitais privados cobram a parte a estadia e alimentação do acompanhante, sendo que outros oferecem estádia, pagando somente alimentação e oferecem o diagnóstico precoce a as primeiras vacinas.

2 - Orçamentos de seguros com cobertura de parto, ora aqui é que surgiram muitas surpresas.. Como defeito pessoal e defeito de profissão tenho sempre por tendência em pensar no pior, e o pior para mim na altura do parto seria acontecer alguma situação que implicasse a deslocação do bebé para uma unidade de cuidados intensivos.

  • Primeira questão - O seguro permite a inclusão do bebé no seguro e cobre as despesas do mesmo caso seja necessário o recuso a cuidados neonatais? - Das 10 companhias de seguro corridas somente uma deu-me essa indicação por escrito, pois é só UMA, portanto mamas que pensam que o vosso seguro engloba o bebé, sim engloba cuidados iniciais, caso o mesmo necessite de cuidados neonatais os valores podem ir até aos 400€ diários.. 
  • Segunda questão - Qual o período de precariedade do seguro ? Atualmente não existe nenhum seguro de saúde sem período de carência para o parto, sendo que o mesmo pode chegar até aos 450 dias, mas isto levantou-me uma terceira questão pertinente.
  • Terceira questão - Posso engravidar durante o período de carência? Nem todas as seguradoras cobrem o valor total do parto, se a mama engravidar durante o período de carência, mesmo que o bebé nasça após o mesmo, em muitas é considerado motivo de exclusão por fator pré existente!! Cuidado!!
  • Quarta questão - Caso engravide com recurso a técnicas de fertilização assistida estou coberta pelo seguro? Pode parecer ridícula a questão, mas a realidade é que existem seguros que excluem gravidez com recurso a inseminações, FIV e outras.
  • Quinta questão - Plafons e co pagamentos como funciona? É sempre importante termos atenção aos co-pagamentos exigidos para as intervenções médicas e o plafom disponível para consultas e exames médicos. 

Não existe seguro de saúde ideal, mas existe uns mais completos que os outros em termos de relação qualidade / preço, depois de escalpelizar todas as questões o seguro da MEDIS é o que possui todas as coberturas. Podemos sempre complementar o recurso ao serviço privado com o médico de família em termos de análises médicas, uma vez que o planeamento familiar, gravidez e primeiro mês de parto a mulher é isenta de taxas moderadoras.

O post foi efetivamente um pouco longo, mas para conseguir explicar tudo com objectividade não consegui reduzir mais. Falem-me da vossa experiência, das vossas escolhas e mamas que já tiveramn bebé falem como foi!

Não percam o próximo post.. Serão agora à 3ª e 6ª feira..  Fiquem connosco.. Até breve beijinhos!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Planear a gravidez - Primeiro Passo

Olá a todas (os),  como estão??!

Tal como prometido, venho aqui falar de como começou a minha preparação para a gravidez, ou seja, como tracei o "plano", optei por dividir este tema por alguns posts para conseguir explicar todo mais pormenorizadamente e sem ser massiva.

Quando falamos em planear uma gravidez o nosso cérebro automaticamente associa este pensamento, como sendo somente necessário uma ida ao médico e pronto tudo resolvido.. ERRADO!! Sem dúvida que a ida ao médico é fundamental e imprescindível, todavia existem um conjunto de múltiplos factores que devem ser ponderados cautelosamente de modo a proporcionar ao novo membro a melhor experiência e a nós obviamente permitir-nos viver a experiência da maternidade em plenitude.
Ah então quando é que sei qual é o momento ideal??
Na minha opinião, não existe momento ideal para se trazer uma criança ao mundo, aos nossos olhos, vai sempre existir uma nuance ou outra que necessita de ser trabalhada e quando damos por nós o tempo passa e não volta atrás.. Portanto convido-vos a fazerem as questões que fiz a mim mesma:

1 - Tenho estabilidade emocional / psicológica para uma gravidez?

- Pode parecer uma questão banal e até mesmo acharem que durante a gravidez encontram a estabilidade, ou que o bebé vai fortalecer a união, não!! Nenhum bebé fortalece uma união, principalmente o primeiro filho, todas as mudanças ocorridas antes e durante o processo de gravidez, requerem da parte do casal dedicação, compreensão, companheirismo, amor.. daí ser fundamental a tomada de decisão em conjunto, para que ambos acompanhem todo o processo envolvente e não se descartem das suas responsabilidades. Durante este processo todo a mulher e o homem estão sujeitos a um misto de emoções desde o medo, ansiedade, receios, frustrações, stress, se o casal não tiver os seus alicerces bem fundamentados e não se apoiar um ao outro pode vir a prejudicar a sua relação.

2 - Tenho meios físicos para uma criança?

- A vantagem do planeamento da gravidez é esta mesmo, é olharmos em redor e reunir primariamente as condições necessárias para a vinda do novo membro. Quando falamos em meios físicos, não falamos de casas de sonho, de casas com jardim e/ou terraços com aquele baloiço que tanto desejamos, não.. aqui falamos de coisas simples, temos um quarto para a criança? O quarto é suficientemente grande no caso de serem gêmeos? Existe espaço de arrumação? Começam a chegar os presentinhos, o carrinho, a alcofa, o bercinho, as roupinhas e junto disso vem um grito bem alto "PRECISAMOS DE MAIS ESPAÇO".
Muitos que se encontram a ler isto, vão logo dizer : "ah mas se a casa é pequena depois mudamos durante a gravidez, ou então depois do bebé nascer", sim também existe essa possibilidade, mas devem ter sempre em atenção de todas as componentes que envolve uma mudança de casa e do quanto stressante é, e a mesma acaba por ser prejudicial para a mulher, não obstante temos que pensar que quanto mais cedo implementarmos o cantinho do bebé, menos dificuldades teremos para mudanças futuras (mais a frente teremos um tópico para isso).

3- Tenho estabilidade financeira para uma criança?

- Dinheiro, dinheiro!! O problema de todos nós na atualidade.. Não temos que ser multimilionários para ter um filho, mas devemos pelo menos reunir algumas condições de estabilidade, como um rendimento mensal fixo, e ter sempre uma "almofada", ou seja, um porquinho mealheiro para despesas extras. O inicio da gravidez acarreta muita despesa, mobilar um quarto, meio de transporte para a criança, roupas constantes, leite (caso não se adapte ao leito materno), vacinas, consultas de pediatra, entre outros.. Se pelo menos conseguirmos amortizar estes custos não será tão penoso no orçamento familiar e não criará pressão sobre os futuros papás.

E para mim foi assim a primeira etapa, avaliar todas as condições que referi acima, e tentar reunir as melhores condições, não as perfeitas ou ideais, mas sim as melhores para embarcar na aventura se ser mãe.
Partilhem comigo a vossa opinião em relação a esta primeira etapa e revelem como foi convosco.
Não percam o próximo post.. Fiquem connosco.. Até breve beijinhos!

Falsos Positivos e Falsos negativos!

Olá guerreiras (os), como estão?! Hoje damos continuidade ao assunto abordado a semana passada, teste de gravidez.. Por vezes, futura ma...